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SOS
RACISMO de Maria Mulher obtém duas sentenças condenatórias
em Porto Alegre |
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O primeiro caso vitorioso ocorreu no dia 2 de julho último. A 11ª Vara Criminal do Foro Central condenou um homem à pena privativa de liberdade de um ano e 02 meses de reclusão por injúria racial, a qual foi convertida pelo mesmo período de prestação de serviço à comunidade. A advogada do SOS Racismo destaca que este caso “tem uma peculiaridade, pois em sentença o Juiz, além da pena imposta, entendeu que poderia atribuir uma pena pecuniária e condenou, também, o réu ao pagamento de cinco salários para a vítima, que deveria ser abatida de eventual indenização civil”. |
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Entenda o caso: o
agressor ao ingressar na porta giratória de um banco, localizado
num shopping, não quis tirar o celular do bolso e consequentemente
a porta trancou. O vigilante solicitou que o mesmo retirasse os objetos
de metais dos bolsos, indignado o agressor disse: - Só podia dar
nisso, botar um negro na porta, só podia dar nisso. Ao entrar,
repetiu a mesma ofensa ouvida pelos colegas da vítima e funcionários
do banco. |
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Mulher racista
- A outra vitória ocorreu na 1ª Vara Criminal
do Foro Regional do Sarandi, também na Capital gaúcha. Uma
mulher foi condenada por injúria racial a um ano de prestação
de serviço à comunidade. A sentença foi proferida
pelo Juiz Felipe Keunecke de Oliveira, por entender que a agressora “poderia
ter respondido à colocação pejorativa da vítima
de várias outras formas que não dizem com a raça
ou a cor da pele desta, mas não o fez de forma deliberada”.
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Entenda o caso: Uma
mulher vinha por uma rua, acompanhada de sua filha, quando se deparou
com um carro estacionado em cima da calçada. O veículo não
deixava nenhum espaço para que ela e a menina pudessem passar.
Ocorre que o trânsito estava muito movimentado, deixando a ambas
a opção de passar entre o carro e o portão de uma
residência. O mesmo estava aberto e tinha um cão da raça
boxer, que só não se avançou na criança, pois
a dona do animal conseguiu segurá-lo. A mãe da menina reclamou
do carro na calçada ao que lhe foi respondido o seguinte: “Só
podia ser negra mesmo”. |
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CONVITE |
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