O encerramento do ato público
- 23 anos de Maria Mulher e 100 anos do Dia Internacional da Mulher:
superando obstáculos - pelas ruas do bairro foi no salão
de festas da Associação dos Moradores da Vila Parque Santa
Anita, onde foi servido um almoço e prestada homenagem às
participantes das atividades dos programas e projetos de Maria Mulher
e, também, de reconhecimento ao apoio das instituições
parceiras.
A Associação, que
acolheu nesse dia Maria Mulher, realiza um trabalho social que agrega
500 famílias, 100 crianças na creche e 90 meninos e meninas
no Serviço de Apoio Socioeducativo - Sase, um programa da Prefeitura
Municipal de Porto Alegre. Na recepção das convidadas
e “pilotando” o fogão à lenha estava João
Adair da Rosa, tesoureiro da entidade e cozinheiro aposentado. Quem
também prestou sua colaboração para o êxito
da festa foi Domingas Pacer, da coordenação dos projetos
da entidade.
A passagem dos 23 anos de Maria
Mulher foi rica em depoimentos que destacaram a importância da
Organização na transformação da vida pessoal
de muitas das presentes. A professora e orientadora educacional da Escola
Estadual de Ensino Fundamental da Vila Cruzeiro do Sul/Escola Aberta,
Marlene Jacobsen Mazitelli, salientou que “as atividades da organização
são inspiradoras para a luta de muitas mulheres da região.
É um processo que incentiva a coragem de mudar e isso é
possível de se observar”.
Pedagoga, voluntária e uma
das 80 formandas negras da primeira turma do curso de especialização
em Educação Popular da Pontifícia Universidade
Católica - PUC, Alzira Adélia de Souza Silva fez um depoimento
que emocionou a todas. A perda da mãe aos sete anos estimulou
precocemente o senso de responsabilidade. Ajudou o pai nas lides da
casa e na criação dos irmãos menores. Aos 14 anos
já era operária de uma fábrica e decidiu retornar
aos estudos. Alzira sabia que tinha uma batalha difícil pela
frente, mas possível de superar e venceu.
Entre tantas outras falas, a da assistente
social Loiva Dietrsch, gerente da região Micro 5 da Fundação
de Assistência Social e Cidadania - Fasc (Glória, Cristal
e Cruzeiro do Sul) reportou sua experiência num posto policial,
no qual denúncias de violência contra a mulher eram constantes,
mas salientou que muitas vítimas conseguiram romper e sair desse
ciclo devido ao apoio recebido de instituições. Aproveitou
para destacar a parceria da Fasc com Maria Mulher para superação
das vulnerabilidades sociais da região.
Um dia depois, 9 de março, a Organização marcou
sua presença na reunião do Conselho Distrital de Saúde
Glória/Cruzeiro/Cristal com pauta que discutiu a Situação
da política de saúde para as mulheres no Distrito. O evento
teve a coordenação de Pedro Ribeiro e da psicóloga
Gláucia Fontoura, integrante de Maria Mulher e vice coordenadora
do Conselho Distrital de Saúde.
Vera Daisy Barcellos - Jorn.Diplomada Reg.Prof. 3.804
Assessoria de Imprensa de Maria Mulher